Pneuma — πνεῦμα
Espírito, vento, sopro. Palavra grega central para a teologia do Espírito Santo no Novo Testamento — a mesma palavra usada para o vento que sopra e para o fôlego de vida.
A palavra grega pneuma (πνεῦμα) significa vento, sopro, espírito. É a mesma palavra usada para o vento que sopra, para o fôlego humano e para o Espírito Santo — uma ambiguidade semântica que os autores do Novo Testamento exploram conscientemente.
“O vento (pneuma) sopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito (pneuma).” — João 3:8 (ARC)
Na teologia trinitária, pneuma hagion (Espírito Santo) designa a terceira pessoa da Trindade. O Espírito é apresentado no Novo Testamento como Paracletos (Consolador, Advogado), como poder capacitador dos crentes e como presença permanente de Deus na Igreja.
Em Atos 2, o derramamento do Espírito em Pentecostes é acompanhado de pnoe — sopro, vento — evocando o fôlego criador de Gênesis 2:7 e o sopro sobre os ossos secos de Ezequiel 37. O Espírito que criou agora recria.
Na tradição pentecostal, o pneuma ocupa lugar central: o batismo no Espírito Santo, os dons espirituais (charismata) e a vida de oração são expressões da presença e poder do Espírito na vida do crente e da comunidade.
A correspondência hebraica de pneuma é ruach (רוּחַ) — também traduzida como vento, sopro e espírito. Em Gênesis 1:2, o ruach de Deus pairava sobre as águas antes da criação. O mesmo Espírito que criou o cosmos age na nova criação.