Confissão de Westminster
Confissão de Westminster: documento de fé reformado de 1646, em 33 capítulos, base das igrejas presbiterianas e marco da teologia protestante.
A Confissão de Westminster (ou Confissão de Fé de Westminster) é um dos documentos doutrinários mais influentes do protestantismo. Escrita entre 1643 e 1646, ela resume em 33 capítulos a fé reformada sobre as Escrituras, Deus, a salvação, a igreja e a vida cristã.
Origem da Confissão de Westminster
Em 1643, em plena Guerra Civil Inglesa, o Parlamento da Inglaterra convocou uma assembleia para reformar a Igreja da Inglaterra. Cerca de 120 teólogos puritanos, além de comissários escoceses, reuniram-se na Abadia de Westminster, em Londres. Por isso, o documento leva esse nome. É interessante notar como a famosa Confissão de Westminster tornou-se um marco fundamental para as doutrinas reformadas. Assim, a assembleia concluiu o texto no fim de 1646, e a Igreja da Escócia o adotou em 1647.
Além da Confissão, a mesma assembleia produziu o Catecismo Maior e o Breve Catecismo. A primeira pergunta deste último ficou famosa: “Qual é o fim principal do homem? O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre”. Vale lembrar que a Confissão de Westminster também influenciou profundamente o pensamento protestante e a catequese reformada.
O que a Confissão ensina
O documento começa pelas Escrituras, que chama de regra de fé e prática. A partir daí, trata da soberania de Deus, da aliança da graça, da justificação somente pela fé e da adoção dos filhos de Deus. Foi, aliás, a primeira grande confissão protestante a dedicar um capítulo inteiro à adoção.
Hoje, a Confissão de Westminster serve de padrão doutrinário para as igrejas presbiterianas no mundo inteiro, inclusive a Igreja Presbiteriana do Brasil. Ela também inspirou outros documentos, como a Declaração de Savoy (1658), dos congregacionais, e a Confissão Batista de Londres (1689).
Na tradição pentecostal, como nas Assembleias de Deus, a Confissão não é adotada como símbolo de fé. Os pentecostais concordam com ela em pontos centrais, como a autoridade da Bíblia, a Trindade e a justificação pela fé. Contudo, a Confissão de Westminster acaba não sendo referência final para essas denominações, que divergem em temas como a predestinação e a continuidade dos dons espirituais. Mesmo assim, conhecer a Confissão ajuda a entender a herança da Reforma que todos os evangélicos compartilham, como mostramos na resenha de Sobre uma Vida Cristã, de João Calvino.
Para ler o histórico completo, veja o verbete da Wikipédia sobre a Confissão de Fé de Westminster.